OS ORIXÁS

 
OXALÁ 
Divindade maior dos religiosos yorubás, abaixo de Olodumaré. Oxalá tem o poder de conceder a vida por meio do emi (sopro da vida).Veste-se e usa contas brancas, inclusive de marfim. O seu Alá (pano branco) cobre e protege não só os que lhe são consagrados, mas todos os adeptos do Candomblé, ainda que dedicados a outro Orixá.
Seu instrumento de culto é o opaxorô (o cetro que tem o poder).
As pessoas consagradas a Oxalá devem usar colares de contas brancas.
Seu dia da semana é a sexta-feira.
Filhos de Oxalá tem muita dificuldades no lado do amor, pois em virtude de ser o maior de todos os Orixás, está acima dos demais, possuidor de uma invejável inteligência e românticos extremosos. Através de sua falsa humildade e aparente timidez, são sedutores por excelência. Por isso que o casamento de um filho de Oxalá só será perfeito se realizado com uma Filha de Yemanjá, pois verão que suas virtudes e defeitos se assemelham em muito. Com as filhas de Yemanjá são fiéis, porém se casados com filhas de Yansã ou Oxum, são infiéis e traidores. Algumas lendas ou Nações dão Oxalá como um Orixá feminino ou pelo menos andróginos, por isso que a grande maioria dos filhos de Oxalá tem em sua aparência “um homem bonito” e tratam as outras pessoas com delicadeza. Seu falar é manso, seus movimentos são lentos. Prestativos para com todos, jamais se nega em dar auxilio a qualquer pessoa e nunca diz que ”não sabe” sem pelo menos tentar. Tem tendências fortíssimas para criar e inventar. Gosta de viver mais ou menos isolado. Sua tranquilidade e dignidade lhes impede de cometer atos desonestos e cada vez que isso acontece se dá mal. Detesta pedir ajuda aos outros e não gosta de ser ajudado. Para desenvolver mediúnicamente um filho de Oxalá é uma tarefa nada fácil. Primeiro é preciso recorrer ao seu segundo Plano para abrir a sua aura e este seu segundo guia espiritual é quem irá trabalhar nos terreiros, pois Oxalá mesmo, em virtude da “lentidão” e “morosidade” como se manifesta esta vibração, é difícil “trabalhar” com o médium. Usa-se esta vibração, neste mesmo médium, somente em trabalhos especiais. Uma das características do filho de Oxalá que dificulta seu desenvolvimento é sua irritante timidez e a dificuldade que tem em permanecer em locais com muitas pessoas. É um forte observador e juiz de si mesmo, pois tem consciência dos seus erros. Dificilmente tem inimigos e muito raramente se mete em encrencas. Jamais disfarça no amor e nem em suas emoções. Tem uma paciência incrível e é metódico em tudo que faz, sempre uma coisa de cada vez. Devota um amor e respeito pela sua mãe, inacreditável. Sua parte vulnerável e mais fraca é a cabeça onde tem distúrbios de visão, rinite e sinusite. Seu sistema nervoso é delicado, pois aparentemente são tranquilos, mas interiormente são explosivos e por isso buscam ficar isolados e repouso no sono, onde repõem energias.
São discretos e de pouca fala. Procuram mais ouvir do que emitir opiniões. Sistemáticos em tudo mesmo lhes faltando astúcia, pois na maioria das vezes se apresentam e se mostram como ingênuos, o que na verdade não são. Introspectivos e silenciosos. Quando novos, criança e fase adolescente, não gostam de estudar, pois lhes parece tudo enfadonho em virtude do grande e elevado grau de inteligência. Filhos de Oxalá não nasceram para serem empregados de ninguém, por isso que como servidores mandados, não são dos melhores, porém quando chegam ao poder de mando ou que tenham seus próprios negócios (proprietários) se dão muito bem, apesar de serem extraordinários planejadores e péssimos executores. Sabem como ninguém, criar e planejar todo e qualquer tipo de negócio e por ser do seu tipo de agir, já divisam o produto final do seu projeto, esquecendo de que por em prática o que criou é uma etapa importante que muitas vezes ele não tem talento para acompanhar esta execução. Por isso que tudo que for criado por um filho de Oxalá merece crédito, porém deve se acercar de um filho de Ogum ou Xangô, dependendo do empreendimento, para “executar” a tarefa. Cada vez que um filho de Oxalá tenta “tocar” sozinho qualquer projeto seu, o resultado custa a aparecer o que lhe aborrece, abandonando tudo pela metade. Quando jovem entra naquela fase que todo pai diz “meu filho não sabe o que quer, começa tudo e não acaba nada”. Procure fazer sua numerologia que constatará ser filho de Oxalá. Não sendo, o problema passa a ser espiritual, reencarnacional.
 
IEMANJÁ
 
O nome Iemanjá vem da tradução do ioruba “Mãe cujos filhos são peixes”. É o Orixá dos Egbá, nação estabelecida entre Ifé e Ibadan, onde existe o rio que lhe deu o nome. Devido a conflitos entre nações, seus assentamentos (objetos e símbolos sagrados) foram transportados para o rio Ogum,que passou a ser a sua morada. Certa vez, Iemanjá cansada de sua permanência em Ifé, fugiu.Seu marido, Odudua, rei de Ifé, partiu em sua procura. Para se proteger do cerco dos soldados do rei, Iemanjá quebrou, a conselho da mãe Olokun,uma garrafa contendo um preparado para ser usado em caso de perigo. Na mesma hora formou-se no local um rio que a levou para Okun (o oceano), casa de Olokun. Iemanjá é evocada e reverenciada por pescadores e por quem vive em contato com o mar.
Seus instrumentos de culto são o abebé e a espada.
Seus colares são de contas de vidro transparentes.
Dia da semana:domingo.
As filhas de Yemanjá Kayala (numerologia 27) e as filhas de Yemanjá Ogunté ou Okunté (numerologia 29), tem dificuldades de engravidar, porém terão no mínimo um filho e jamais conseguirão passar de dois. As filhas de Yemanjá Ogunté e Kayala, carregam consigo as características de seus Santos. São rancorosas, severas e violentas, confundido-se muitas vezes com filhas de Yansã. Mesmo sabendo que na realidade o Orixá Yemanjá é um só, porém suas irradiações, virtudes e defeitos, dividem-se em sete (7). Por exemplo: As filhas de Yemanjá Sobah ou Asaba, tem o olhar insustentável. São altivas e escutam apenas virando-se de costas ou inclinando-se ligeiramente de perfil, são perigosas e voluntariosas. As filhas de Yemanjá Marabô ou Maylewo, são tímidas e reservadas. Filhas de Yemanjá Janaína (as que mais se manifestam nos terreiros de Umbanda), geralmente são altas, bonitas, morenas, lábios grossos. São gentis e compassivas, perdoam facilmente as ofensas que lhes dirigem. Extremamentes apegadas à casa, marido e filhos. Honesta, esposa ideal se casada com filho de Oxalá. Tem hábitos simples, respeito as tradições e extremamente pontual. Dotada de um coração humanitário, torce e ajuda aos sucessos de outros. Não é dada a experiências sexuais antes do casamento. Muito vaidosa com os cabelos. Repetimos que as filhas de Janaína são as únicas de estatura média para alta. As demais são medianas para baixa. A maioria são mulheres bonitas, de pouca estatura, com os olhos e lábios bem marcantes. As diversas denominações de Yemanjá são: Ogunté, Kayala, Sobah, Janaína, Mãe Dandá, Dandalunda, Marabô, Mukunã, Inaê e Kaja. Rainha do Mar  é a denominação mais tradicional, nos meios Umbandistas.
Na mitologia, Yemoja  ou Yemanjá seria filha de Olóòkun ou Olokun, que é o mesmo que Deus ou Deusa do Mar, o que tornou Yemanjá em Senhora dos Mares.
Na mistura da mitologia, aparece a da Sereia Européia com seu canto mágico, a Lorelai, loura de olhos azuis, metade peixe, metade mulher e o seu canto fatal, quem lhe ouvir cantar “vai com ela para o fundo do mar”
Além dessas características já registradas, não poderíamos deixar de transcrever a descrição do arquétipo das filhas de Yemanjá feita por Lydia Cabrera, que com exceção da parte grifada em negrito, na qual temos nossas dúvidas, achamos por bem e até para conhecimento de nossos leitores que não tiveram acesso a grande obra desta nobre e conceituada escritora: “As filhas de Yemanjá são voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e algumas vezes, impetuosas e arrogantes; tem sentido da hierarquia, fazem-se respeitar e são justas mas formais; põem à prova as amizades que lhe são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se perdoam não a esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Elas tem tendência à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem um tal Fausto”.
 
 
 
OXUM 
Oxum é a divindade do rio de mesmo nome,que corre na Nigéria. Foi a segunda mulher de Xangô, tendo vivido antes com Ogum,Orunmilá e Oxóssi. As mulheres que desejam ter filhos ou tem problemas de gestação apelam para Oxum, pois ela controla a fertilidade e é a protetora das crianças. É chamada de Iyalodê, título conferido a pessoa que ocupa o lugar mais importante entre todas as mulheres em uma cidade da região de origem de Oxum. Além disso, Oxum é a rainha de todos os rios e exerce seu poder sobre a água doce, sem a qual não haveria vida na Terra.
Seus instrumentos de culto são o abebé (leque de metal nobre com espelhos) e uma espada.
Para reverenciar esse Orixá usa-se, entre outros símbolos e adereços, colar na cor amarelo-ouro.
O dia da semana dedicado a Oxum é o sábado.
É A GRANDE Deusa e Rainha de todos os rios, com grandes poderes sobre a água doce, sem esta não haveria vida sobre a terra. As filhas de Oxum, são vaidosas, algumas ao extremo, como as Pandás, pois "limpam suas jóias, antes limparem seus filhos". Vamos esclarecer logo, sobre certas diferenças que existe nas características de uma filha de Oxum para outra. Em nossos estudos e exaustivas pesquisas, chegamos a conclusão de que as filhas de Oxum Dokô (Yéyé Odò), cuja numerologia é 30, são as que carregam com mais propriedade as características de todas as Oxuns, suas virtudes e seus defeitos. As filhas de Oxum Pandá (Òsun Apará), cuja numerologia é 31, é a mais jovem. Esta sim é faceira, tem graça e beleza. Coquete. Gosta de jóias e de música. Gostam de perfumes e roupas caras, são elegantes. As filhas de Oxum Nanã (Ósun Àyalá ou Iyánlá), cuja numerologia é 32, é a Oxum "Velha", já tem particularidades diferentes e que chamam a atenção. São um tanto reservadas, tanto no vestir como falar e agir. Sofisticadas e "rabugentas". Com pensamentos e ações de pessoas com idade avançada. Demonstram mais inteligência que as outras independente da idade de suas filhas de cabeça. Não gostam de ter muitos filhos, porém gostam de cuidar e zelar pelos filhos dos outros. Nesta numerologia (32) encontra-se também as Oxum Maré (Meio homem/Meio Mulher). As mulheres com esta numerologia encontram muitas dificuldades no campo sentimental. As filhas de Oxum Demw (Demú) - (Ósun Ijúmú), cuja numerologia é 33, relacionada com demônios e bruxas. Pelo seu caráter e temperamento forte. Guerreira e poderosa. Voluptuosas e sensuais. Sua aparência graciosa e sedutora, escondem uma vontade muito forte de ascensão social sem medir consequências. Elas tem muito de Yansã/Oyá.
Notem portanto que existe uma grande diferença entre as filhas de Oxum. Algumas até gritantes. Por isso que quando se falar em Filha de Oxum há que se levar em conta a numerologia, ou seja, a que Oxum pertence tal filha.
Se faz também necessário esclarecermos sobre o sincretismo que relaciona Oxum. Para Oxum Dokô (Yéyé Odó) o sincretismo perfeito é Nossa Senhora Aparecida e para Oxum Pandá (Ósun Apará) é Nossa Senhora da Conceição. Só assim podemos entender porque em algumas regiões se diferem os sincretismos. Achamos por bem em registrar de que em algumas cidades da Bahia a Oxum é sincretizada com Nossa Senhora das Candeias e no Norte com Nossa Senhora dos Prazeres. Porém um detalhe nos chama atenção, em todo o Brasil a data consagrada para Oxum é dia 08 de dezembro e todos nós sabemos que este é o dia de Nossa Senhora da Conceição. Outro predicado da filha de Oxum é a eterna aparência jovem. Parece não envelhecerem nunca. O parceiro ideal para a filha de Oxum é sem dúvidas nenhuma o Filho de Xangô, pois seus defeitos para a Oxum se tornam virtudes.
 
 
IANSÃ (OYÁ
Iansã (Oyá) é a divindade dos ventos,das tempestades e do rio Niger,que em ioruba chama-se “Odo Oyá”. Foi a primeira mulher de Xangô e tinha um temperamento ardente e impetuoso. Antes de se tornar mulher de Xangô, Iansã (Oyá) viveu com Ogum. Lamentando não ter filhos, consultou um Babalaô que a aconselhou fazer oferendas,entre essas um tecido vermelho. Cumprida a obrigação,tornou-se mãe de nove crianças,o que, em iorubá, se exprime pela frase “Iyá omo mesan”, origem de seu nome Iansã.
Seus instrumentos de culto são uma adaga, que simboliza a sua personalidade guerreira,e o iruexim (rabo de búfalo).
Os filhos de Iansã (Oyá) usam colares de contas de vidro na cor grená.
Seu dia da semana é quarta-feira.
As filhas de Yansã são dotadas de uma sensualidade desenfreada. Temperamento ardente, impetuoso e autoritário. Arrojada, guerreira avassaladora. Dona de paixões ardentes e que preserva o que é seu, principalmente seus homens, seus amores.
Em uma de suas lendas, diz bem o que é Oyá-Yansã, a esposa guerreira de Ogum: "Ogum foi caçar na floresta. Colocando-se à espreita, percebeu um búfalo que vinha em sua direção. Preparava-se para matá-lo quando o animal, parando subitamente, retirou sua pele. Uma linda mulher apareceu diante de seus olhos. Era Oyá-Yansã. Ela escondeu a pele num formigueiro e dirigiu-se ao mercado da cidade vizinha. Ogum apossou-se do despojo, escondendo-o no fundo de um depósito de milho, ao lado de sua casa, indo ao mercado para cortejar a mulher-búfalo. Ele chegou a pedi-la em casamento, mas Oyá recusou inicialmente. Entretanto, ela acabou aceitando  quando, de volta à floresta, não mais achou a sua pele. Oyá recomendou ao caçador não contar para ninguém de que ela era um animal. Viveram bem durante alguns anos. Ela teve nove crianças, o que provocou ciúmes nas outras esposas de Ogum. Porém, estas conseguiram descobrir o segredo da aparição da nova mulher. Logo que o marido se ausentou, elas começaram a cantar 'você pode beber, comer e exibir sua beleza. Mas sua pele está no depósito, você é um animal'. Oyá compreendeu a alusão; encontrando sua pele, vestiu-a e voltando à forma de búfalo, matou as mulheres ciumentas. Em seguida, deixou seus chifres com os filhos, dizendo-lhes: 'Em caso de necessidade, batam um contra o outro e eu virei imediatamente em vosso socorro'. É por essa razão que chifres de búfalos são sempre colocados nos locais consagrados a Oyá-Yansã."
Sua força e garra, bem como sua coragem, pode-se notar nos oríkìs, que lhe são dirigidos:
"Oyá, mulher corajosa que ao acordar, empunhou um sabre.
Oyá, mulher de Xangô.
Oyá, cujo marido é vermelho.
Oyá, que embeleza seus pés com pó vermelho.
Oyá, que morre corajosamente com seu marido.
Oyá, vento da morte.
Oyá, ventania que balança as folhas das árvores por toda parte.
Oyá, a única que pode segurar os chifres de um búfalo".
Mesmo sabendo que vamos encontrar algumas resistências por parte de outros seguidores e estudiosos de Umbanda, as cores de Yansã/Oyá é Azulão. Isto porque como já dissemos no início deste trabalho, que não é possível aceitar que um Orixá tenha ou use a cor do outro em virtude da elevada energia da magia das cores. Azulão é a cor que fica estampada em dias de tempestades e chuvas fortes. Quando incorporada em uma de suas filhas, ou em qualquer médium, a vibração de Yansã traz adorno de cabeça tipo coroa, com franjas de miçangas azulão. Outro "axé" (força/energia), para as filhas de Yansã usarem é uma capa azulão, de qualquer tecido, que pode ir até a cintura ou mais. Suas danças são guerreiras. Ela lembra também, através de seus movimentos sinuosos e rápidos, numa gira espetacular esvoaçando sua capa azulão, as tempestades e os ventos enfurecidos. Se faz necessário, registrarmos neste trabalho algumas Yansãns/Oyás, que em virtude de suas regências, trazem características diferentes as suas filhas:
Yansã de Balé (Yànsán de Igbalé) - A dona dos Egúns (espíritos de mortos). Tem regência sobre o fogo (As Salamandras);
Yansã Matamba - Mãe da Guerra - Defensora dos inocentes que sofrem por vingança. Quem faz aparecer a Luz na Justiça. Rege junto com Oyá Oloxá, os ventos.
Oyá Odára - A mais bonita delas.
Oyá Funã - A Yansã Menina. A jovem tentadora pela sua beleza rude. Diferente. Que tem muito amor, porém ciumenta ao extremo e pode trair e continuar com ciúmes do marido traído.
Oyá Oloxá - ou Odó Oyá - A Yansã velha. Oyá perfeita. Regente dos Ventos e Tempestades.
Apesar de todos os esforços que fizemos, estudando, pesquisando, não nos foi possível distinguir a numerologia específica de cada uma dessas, como fizemos com a Oxum. As filhas de Yansã pesquisadas por nós, quando achávamos que pertencia a tal numerologia, estas nos surpreendiam com suas atitudes que nos colocavam inúmeras dúvidas.
 
NANà
Nanã Buruku é uma orixá muito antiga e por isso muito respeitada e reverenciada.É considerada uma das mais antigas divindades das águas.Não das águas turbulentas de alto mar,como Iemanjá,nem das águas calmas dos rios,reino de Oxum,mas das águas paradas dos lagos e dos lamacentos pântanos,que lembram as águas primordiais que Odudua encontrou no mundo,quando iniciou a criação deste.
Seu instrumento de culto é o ibiri (cetro de palha da costa,talos de dendezeiro e búzios).
Os filhos de Nanã devem usar colares de cor branca com listras azuis.
Seu dia na semana é a terça-feira.
 
EUÁ
Divindade do rio de mesmo nome localizado em terras iorubás,na Nigéria, Eua é a deusa da beleza, amiga de Orunmilá, chefe conselheiro do povo de Ifé e sempre consultado sobre os rumos a serem tomados nas grandes decisões. Euá se esconde eventualmente em florestas de iko (palha da costa).
Seus instrumentos de culto são uma cabaça e o ofá.
Suas contas são de cor vermelha.
 
OBÁ
Terceira esposa de Xangô,esta divindade é originária do rio Oba, na Nigéria.Corpulenta e destemida, a grande guerreira dança empunhando, na mão direita, sua espada e um escudo,que lhe serve para cobrir sua orelha esquerda, lembrando os fatos relatados em uma famosa lenda,que faz referência à sua rivalidade com Oxum,na disputa por Xangô.
Seus instrumentos de culto são o ada (espada) ,o escudo e o ofá (arco e flecha).
Os colares para Oba são de contas vermelhas e amarelas.
O dia da semana que lhe é dedicado é a quarta-feira.
 
OGUM
Ogum foi filho mais velho de Odudua, o fundador de Ifé. Era um temível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos e, entre suas gloriosas vitórias, conquistou cidades como Ará, onde entronou o seu filho, e Ire, usando aí, ele mesmo, o título de Onirê – Senhor da cidade de Irê.
Como Orixá, é o deus do ferro e protetor de todos que trabalham com esse metal (ferreiros,agricultores,escultores,mecânicos etc.) e dos militares.
Seus fiéis usam contas de vidro azul-marinho ou verde fosco. Seus instrumentos de culto são dois facões chamados ada.
Seu dia é a terça-feira.
Os filhos de Ogum, são alvissareiros e belicosos como o próprio Orixá. Arrojados, metidos e muitas vezes bravos e exageradamente briguentos. Não suportam a força em todos os seus sentidos esmagar os indefesos. São defensores natos dos oprimidos. Rápidos de raciocínios e descuidados em emitir suas opiniões, pois não escolhe lugar nem hora para dizer a verdade. São daqueles que usam muito a expressão “doa em quem doer” e pela sua imponência e muitas vezes arrogantes, dói nele primeiro. Fala, quando bravo, sem medir as palavras. Autoconfiante, enérgico e possessivo. Reage com extrema rapidez aos impulsos o que geralmente lhe leva a situações constrangedoras e perigosas. Para definir bem a impulsividade dos filhos Ogum, nós dissemos que se alguém lhe bate à porta, estando ele pelo lado de dentro, não pergunta quem é, ele abre a porta, para ver quem é. Egocêntrico natural, gosta de receber elogios, bem como não economiza elogios para tudo aquilo ou aqueles que ele gostar e achar que está certo. Tem um excelente faro para arquitetar as coisas e colocar dinamismo nas palavras e nas ações. Tem facilidades em fazer amigos, gosta de estar rodeado deles. Sendo dono de seu próprio negócio, de uma empresa, tem dificuldades em mandar, ordenar, em funcionárias mulheres. É tão rápido em suas análises sobre tudo que imediatamente fala aos que estão por perto. Exterioriza uma autoconfiança invejável, bem como uma agressividade notória, mas no seu íntimo é um conservador, retórico, sem ser chato. Um filho de Ogum, tem que ser muito bem doutrinado, para que possa conter os seus defeitos, que são basicamente a fúria e o ódio. Coisas que geralmente lhe leva a destruição de si mesmo. São pessoas violentas, briguentas e impulsivas. Encontram dificuldades imensas para perdoarem as ofensas que foram vítimas. Perseguem com obstinação e determinação seus objetivos e jamais se desencorajam facilmente. Os filhos de Ogum triunfam naqueles momentos em que qualquer outro teria abandonado o combate e perdido a esperança. Impõem um grande fascínio, tem facilidades de atrair o sexo oposto pela sua beleza. São por demais sinceros e francos em suas intenções e talvez por isso, tornam-se difíceis de serem odiadas. Não medem esforços para preservarem um casamento, pois os filhos de Ogum não tem estrutura psicológica para enfrentar uma separação e conquistar uma outra pessoa, tarefa muito trabalhosa para ele. Possuem um grande senso de responsabilidade e dedicação à família, fazendo grandes sacrifícios para que nada falte aos que lhe rodeiam.
 
XANGÔ 
Xangô foi o terceiro Alafin de Oyó (Rei de Oyó). Filho de Oranian e Torosi – a filha de Elempê,rei dos tapás – cresceu no país de sua mãe,indo instalar-se,mais tarde,em Kossô. Em seguida,com seu povo,dirigiu-se para Oyó,onde estabeleceu a cidade que recebeu o nome de Kossô,conservando assim seu título de Oba Kossô. Do ponto de vista divino,o orixá permanece filho de Oranian e tem três divindades como esposa – Oyá,Oxum e Oba.Xangô é viril,atrevido e justiceiro. De personalidade muito forte,é o senhor dos raios,castiga os mentirosos,os ladrões e os malfeitores.
O seu instrumento de culto é o oxê (machado de dupla face).
Na Bahia,como na África,seus fiéis usam colares de contas vermelhas e brancas ou marrons e brancas.
Quarta-feira é o dia de Xangô.
Os filhos de Xangô, são de um caráter violento e imperioso. Viril e atrevido. Justiceiro por excelência. Castiga os mentirosos, ladrões e malfeitores. A mitologia conta que Xangô teve três esposas: Oyá (a guerreira de temperamento explosivo), Oxum (dócil, faceira e bela) e Obá (a fiel companheira prestativa e extremamente amorosa). Mesmo que no conceito Umbandista se diga que Xangô é das Pedreiras, as vezes dizendo-se somente das pedreiras, não reside a verdade pura. Ele rege as pedreiras, só isso, mas não reside somente ali. Mesmo que o melhor local para se depositar uma oferenda pra Xangô seja a Pedreira: No cume, ao meio ou aos pés dela.
Todos que se sentirem injustiçados devem recorrer a Xangô, pois na dureza da pedra, simboliza a inflexibilidade da Lei e da Justiça. É uma força enorme que de uma forma sensata e justa, dá a quem é devido o que lhe é de direito.
Sua importância na Umbanda é tão grande e forte, que chega a denominar uma Religião. No Nordeste, mais precisamente em Pernambuco, existe a Religião de Xangô. Os xangozeiros. O seu mantra no atabaque é um dos mais bonitos e difíceis para um Alabê, cujo toque chama-se Alujá. Contam os antigos Candomblesistas, que quando dois Pais-de-Santo se digladiavam por algumas diferenças que poderiam surgir, mediam suas forças, através de seus alabês (tocadores de atabaque) que iniciavam a disputa no toque do Alujá, onde só terminava quando um dos alabês viesse a morrer. Por isso que o Alujá, é considerado como o toque da morte. Os filhos de Xangô sabem o que querem e é muito difícil de serem enganados. Tem suas opiniões próprias, irredutível nos seus argumentos e acha sempre que está com a razão. Precipitado nas suas ações e faz de tudo para por em descrédito seus inimigos. Não tem por método em confiar nos outros. Em virtude de ser extremamente cuidadoso em tudo que faz e principalmente no que vê, pois tem o hábito de anotar tudo, exigente com as coisas certas, conforme sua ótica, são os que causam os maiores problemas dentro dos terreiros pois não admitem erros de ninguém. Não perdoam nem mesmo os Pais ou Mães de Terreiro, que muitas vezes tem que relevar certas coisas de seus filhos, causando com isso constrangimentos e aborrecimentos dentro dos terreiros. No lar ou em seu ambiente de trabalho, consegue respeito, porém consegue também muita indignação, por ser considerado chato, pois quer tudo sempre em seu devido lugar, não admitindo que alguém mexa em qualquer coisa e objeto que ele tenha colocado ali. Tem uma facilidade muito grande no que diz respeito ao sexo feminino. Em virtude de ser galanteador. Porém se casar com a filha de Yemanjá, se tornará frio e traidor. Jamais dará certo um casamento desses, é separação na certa. Para salvar um casamento desses, Xangô com Yemanjá, este casal corre o risco de nascer deles, um filho homem que tenha como seu Orixá Maior, Oxalá, ou uma filha mulher que tenha como seu Orixá Maior, Oxum. Mesmo assim, será um relacionamento frio, sem amor. Com a filha de Yansã em virtude de ser egocêntrico, metódico e extremamente correto, causa estranheza e mal-estar no casal, que fatalmente virá trazer aborrecimentos infindos. Com a filha de Oxum sim, este é o casamento absolutamente perfeito para o filho de Xangô, pois todos os seus defeitos para a filha de Oxum se tornam virtudes.
 
OXÓSSI 
Orixá rei na nação Ketu,deus da caça e da fartura. Seu habitat é a floresta.Teve várias esposas, mas a sua predileta foi Oxum. A curiosidade e a observação são características de Oxossi, Orixá também da alegria, que gosta de agir à noite, como os caçadores.
Seus instrumentos de culto são o ofá (arco e flecha),lanças,facas e demais objetos de caça.
Seus fiéis usam colares de contas azul-turquesa ou verde fosco.
As quintas-feiras são dedicadas a Oxossi.
Oxossi, Rei das Florestas - Caçador de Almas - Rei de Kêto - Rei das Matas, seus filhos se definem pela numerologia 26 e 28, ou seja , na soma dos números da data de nascimento. Os filhos de Oxossi, são desconfiados, fiéis, extremamente cuidadosos em tudo, preocupa-se muito com o dia de amanhã. Bom amigo, calmo e explosivo: quando calmo chega a irritar, quando bravo, chega ir às raias da ignorância. Por estudos profundos, tanto os que fizemos como outros estudiosos fizeram, o filho de Oxossi traz um estigma que para muitos é ruim, porém é uma verdade incontestável: nasceram para serem solteiros. Dentro do panteão, existem e esta é a verdade, sete Orixás Maiores, são quatro Orixás Masculinos e três Femininos, sendo que os casais perfeitos, ou “quase” perfeitos, são Oxalá com Yemanjá, Ogum com Yansã e Xangô com Oxum, sendo o Oxossi o quarto Orixá masculino, não tem parceira, ou seja, pode casar com qualquer uma das três: Yemanjá, Oxum ou Yansã, porém não consegue fazer nenhuma feliz. E ele próprio, num certo tempo de casado, também se torna infeliz. É claro, que depois de alguns revezes, tristezas e aborrecimentos, o filho de Oxossi, consegue amenizar pelo menos, as diferenças que se apresentam entre ele e a sua parceira e de uma forma ou de outra, consegue viver pelo menos em paz. Se casado com uma filha de Yansã, as brigas são tão constantes e sempre por culpa dele, que chegam ir as vias de fato. Se casado com uma filha de Yemanjá, o casamento é tão “frio” que um dos dois irá trair, quando não os dois. Se casado com filha de Oxum, em virtude dela ser “carente”, pois é mansa e tem muito amor para dar, e ele, filho de Oxossi, “desligado” e possessivo, quase sempre será traído ou abandonado. Separação na certa. Por isso que afirmamos o Filho de Oxossi, não nasceu para casar. O melhor mesmo é ser um “eterno amante”, nunca passar pelo ato sacramental do casamento, pois, pelo menos até agora e é necessário que me provem ao contrário, só assim poderá ser feliz e fazer uma mulher feliz. No campo das amizades, os filhos de Oxossi, são os melhores amigos que alguém pode ter, pois são de absoluta confiança. Os cultuadores de Oxóssi na África, estão em extinção, apenas um reduzidíssimo número de seguidores ainda o veneram. Porém no Brasil é bastante difundido, pois nos conta a história que a Umbanda nasceu e teve pelo menos de 1.908 até 1.915 aproximadamente, a cultuação única a falange de Oxossi, onde baixavam os espíritos de Índios, bem como dos Pretos-Velhos. Não existe um único terreiro de Umbanda sequer, que não tenham seus Caboclos, Indios, Tupís-Guaranís, Tupinambás, Flecheiros, Águias de todas as cores e matizes, bem como os Penas de todas as cores e matizes. Na Nação de Kêto, pelo Candomblé, cultuada no Brasil e em Cuba é que encontramos a veneração e respeito a Oxóssi, mesmo assim com a denominação Òsóòsi. Na África, o país de Kêto, foi completamente destruído e saqueado pelas tropas do rei do Daomé, no passado, e seus habitantes, principalmente os iniciados em Oxóssi, foram trazidos como escravos para o Brasil. Esses escravos africanos trouxeram consigo o conhecimento do ritual de celebração desse culto. No culto de Nação Africana, ou candomblé de Kêto, é mais conhecido como “Odé” na realidade o nome certo sería Oré ou Orê. Que é um outro Orixá da caça entre os iorubás. Na mesma vibração, como parte feminina, tem-se Ossain ou Ossanha, como é mais difundido e falado. Orixá das folhas. Os caboclos mais conhecidos e chamados nas Linhas de Umbanda são: Tupinambá, Águia Branca, Tupaíba, Tupiara, Flexa das Matas, Sete Fléxas, Pantera Negra, Pai Guiné,
Caboclo Jaguané, Caboclo Rôxo, “Seu” Mata Virgem, Pena Dourada, Pena Roxa, Pena Amarela, Caboclo Tupi, e tantos outros. Na vibração de Jurema, este sim essencialmente brasileiro, que para muitos seria a vibração de Oxossi em seu lado feminino, porém como já dissemos, Jurema não é Orixá, portanto não pode ser Mãe de Cabeça de ninguém. Cabocla Jurema é ameríndia. Podemos dizer “é coisa nossa”. Também não existe terreiro de Umbanda, que não tenha em suas fileiras, médiuns que recebam as vibrações de Jurema.
 
OXUMARÉ
Divindade simbolizada pelo arco-íris e pela serpente que se liga ao próprio rabo em contínua renovação, este Orixá é filho de Nanã e fiel amigo de Xangô. Grande Babalaô (sacerdote de Ifá), Oxumaré representa o crescimento e a prosperidade, a mobilidade e a atividade. Ser tridimensional, sofre a mutação entre homem, serpente e arco-íris.
Seu instrumento de culto é uma lança envolvida por uma serpente.
Seus fiéis usam colares de vidro de contas verdes e amarelas ou amarelas e pretas.
Seu dia da semana é terça-feira.
 
IFÁ (ORUNMILÁ) 
No Candomblé,cultuar Ifá,também conhecido como Orunmilá, é fundamental. Divindade da sabedoria para os religiosos iorubás, nada se faz sem antes consultá-lo. Seu objeto principal é o opon Ifá, tábua sagrada onde os odus (signos iorubás) são marcados no pó ierosum (pó de uma árvore sagrada, corroída naturalmente pelos cupins), constituindo-se numa espécie de enciclopédia oral das tradições dos religiosos iorubás.Os porta-vozes de Ifá são os babalaôs, “pais do segredo” ou sacerdotes de Ifá.
Seu instrumento de culto é o opon Ifá.
O dia da semana que lhe é dedicado é a sexta-feira.
 
 OSSAIN 
Divindade das folhas,Ossain usa seus segredos para o preparo de poções mágicas. Originário da cidade de Irawo, na Nigéria, é um orixá que esconde a perna esquerda, lado secreto de sua força. Sua importância no Candomblé é fundamental e nenhuma cerimônia pode ser feita sem a sua presença.
Seu instrumento deculto é o opa Ossain (um cetro em forma de uma haste de ferro que tem na extremidade superior um pássaro chamado oguê).
As pessoas dedicadas a Ossain usam colares de contas verdes e brancas.
O dia da semana consagrado a este orixá é quinta-feira.
 
LOGUN EDÉ 
Este jovem Orixá, filho do Orixá Erinlé e Oxum lepondá, nasceu na cidade de Ilexá (ilê-casa;xá-iroxá).Vive seis meses com a mãe,período em que adquire a personalidade de Oxum,e seis meses com o pai, quando incorpora a característica de um grande caçador.
Seus instrumentos de culto são o Ofá e o Abebé (leque de metal nobre em formato de folha).
Sua conta é azul-turquesa e amarelo-ouro.
O dia de Logun Edé é a quinta-feira.
 
OBALUAÊ (OMOLU) 
Obaluaê, conhecido na África como “Rei Dono da Terra”, ou Omolu, “Filho do Senhor”. São esses os nomes geralmente dados ao deus da varíola e das doenças contagiosas. Além do poder de curar tais doenças, perigosas até de serem pronunciadas, é o orixá que cura as enfermidades ósseas. Melhor definindo, é quem pune os malfeitores e insolentes.
Seu instrumento de culto é o xaxará (feito de talos de folhas de dendezeiro,palhas da costa e búzios).
As pessoas que lhe são consagradas usam dois tipos de colares: um feito de pequenos discos enfiados,chamado de lagdbá e outro de contas de vidro brancas e pretas, e na cor terracota rajada de preto e branco.
Dia da semana:segunda-feira.
 
EXÚ 
Difícil definir bem esse orixá. Exú é o guardião dos templos, das casas, das cidades e das pessoas. Exú também é vaidoso e viril. Se tratado com consideração, reage mostrando-se serviçal e prestativo. Esquecer de lhe fazer oferendas, por outro lado, significa esperar dele uma reação à altura. Por essa razão, Exú talvez seja o mais humano dos Orixás, nem completamente mau, nem completamente bom. É o intermediário entre os homens e os deuses. Antes de qualquer outro, Exú é quem deve receber primeiro as oferendas. Justamente para neutralizar mal-entendidos na relação dos seres humanos com os deuses e até mesmo, dos deuses entre si.
Seu instrumento de culto é o ogó (bastão ou cetro em forma de falo para mostrar virilidade e para que ele possa se transportar entre o mundo dos vivos e o mundo dos Orixás).
Os colares em sua reverência são de contas vermelhas e pretas. Dia da semana: segunda-feira.
 

SARAVÁ A TODOS OS ORIXÁS!!!


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